A ROSA DO FIM DO MUNDO ( CÂNTICOS PROFÉTICOS )

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Rodamundo








Como ao ianomâmi,
Dilaceram o meu corpo, 
Neste silêncio milenar.

Náufrago, solitário,
Num mar ondulante...
Na rapidez da vida.

O rajar dos ventos?
Vela não içada -
A caminho do precipício.

Breve é a alma humana:
Que despreza sua semente,
Tornando a terra infecunda.





marília,1981



foto:  Criança ianomâmi