A ROSA DO FIM DO MUNDO ( CÂNTICOS PROFÉTICOS )

terça-feira, 19 de julho de 2011

Ao tempo...











A Leonardo Vallilo Rossetto,
 meu filho


   



Reverencio o futuro
E dou-lhe o que tenho de mais precioso:
Muito além da minha vida: o meu filho!
– Germe de esperança que me fecunda.

Ouve a voz do tempo...
– Tem todas as línguas do universo,
E, ao mesmo tempo, nenhuma:
O silêncio.

Tempo, Tempo, Tempo:
Esplendores magníficos...
Pai de todas as horas, do destino:
Dilacerado a cada segundo...


Tempo, Tempo, Tempo:
Dos instantes indivisíveis: não vividos.
O deus mais poderoso!
Pelo qual, os outros não existiriam...


sábado, 16 de julho de 2011

A janela








À minha mãe, Nair Rossetto





Da janela
Transcendentalmente saem olhos
Aos quatro cantos da imaginação.

Dos olhos
Saem lágrimas
– não sei se é
Por nada entender
Ou por entender tudo.

A vida passa defronte à janela
E os olhos veem o mundo
Nas asas da imaginação.
E as pessoas que passam
Não veem a janela
E muito menos os olhos.

Da janela,
Retangularmente, ela vê o mundo:
Um mundo sem emoção.
Sofrendo por dentro
Só lhe abro e fecho a janela.
Como me dói o coração!

E de noite
(quando o mundo descansa)
Eu fecho a janela
E, por que não dizer,
Os olhos de minha mãe.