A ROSA DO FIM DO MUNDO ( CÂNTICOS PROFÉTICOS )

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Vênus




























Quando você mostrou a abrupta flor.
De seu sexo
Nos seus lábios mornos impregnados,
Pelo desejo
Como vênus cintilante distraída,
No poente
Acariciando a alma dos mortais,
Docemente

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Há de vir

       











Os prenúncios da aurora
Povoarão de esperanças os dias vindouros,
E estando alegria, sempre presente:
Em cada momento, como se a vida
Renovasse a cada novo despertar,
E senti-la como se estivesse no início.
A alquimia que se faz ao passar dos anos
Nesse teu semblante, faça-o acreditar com Altivez,
No que vem sem prestar conta ao presente:
Os presságios inesperados do futuro.












Foto:  Imagem da Aurora Boreal

sábado, 4 de novembro de 2017

POUSAM OS ASTROS EM MINHAS MÃOS






Morre-se pra durar.”
Vicente Cechelero


Ó constelar sensação do efêmero,
Vem meteoricamente do infinito:
Quero beber todas suas estrelas!
Numa bodega com Rimbaud e Pessoa.

Num trago áspero e mortal
Na esquina do mundo, na beira do Zênite
Contemplando o passar dos astros
E nossas eternas musas.

No final dos tempos, ainda não vividos,
Embriagar-nos-emos da lucidez absurda
Sem ter pena deste pobre corpo,
Desta matéria vã e finita.

E depois sairemos caminhando pela areia,
Nesta plenitude, na comunhão do êxtase,
A seguir passos já marcados pelo relógio
Previsível e irreversível do tempo...

Sentindo o frescor das espumas das ondas
Espraiando-se ao redor deste mundo,
Do mar que banha este véu intergaláctico
A que nós humanos, chamamos de imensidão.





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sábado, 28 de outubro de 2017

A IDADE DA LUZ





















A dor da solidão deste tempo,
Represada nesses capilares.
E o pulsar da existência
Transborda todo mar contido d'alma
Escorrendo em teu continente.

Não sairemos ao fim do teatro
E apagaremos as luzes.
Não daremos o beijo no filho,
Vestindo-o com sombra da morte,
Plantando flores em sua trincheira.

O tempo, aliado e inimigo
Milenar do outrora e futuro,
E a vida trampolim celestial
De toda essa metafísica.
Não esmoreçamos agora.

Qual é a dor maior do mundo
Que faz a redenção do tempo
Num espaço exato finito,
E cicatrizará a chaga ao ver o semblante
Do seu maior inimigo no rosto de Deus?














Desenho por Carlos Drummond de Andrade, por ele mesmo!






quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Poema do suicida











A William Bach,
(in memoriam)


Era jovem, todo enamorado
Pelos acordes da vida.
Como um fado mal cantado
De porta em porta
Desvendando o melhor de mim.
Mas o tempo fez-me coitado,
Pôs rugas neste semblante emaranhado
Como feridas incicatrizáveis.
Apagando meus cantos
E descontrolado fiz do meu dominó
Todo cortado e sangrando:
Pois saí da vida
Antes que ela saísse de mim.

domingo, 17 de setembro de 2017

Francisco Carlos Fernandes







À memória de meu amigo poeta




Foi a nossa ignorancia :
A mesma que destroi a Terra
Que hermetiza nossos olhos
Da evidente luz ,
Da qual você fazia parte.

Ao longe, os impassíveis.
E ao seu lado do seu refúgio,
Último, uns poucos choravam

Eu, sorria...
Você era poeta!
Só eu sabia.
,

domingo, 10 de setembro de 2017

a rosa do fim do mundo





























Vós atirais a areia contra o vento,
e o vento sopra em vossa direção.
William Blake












Olhaste aflitíssimo para o abismo
Que tu próprio forjadamente fabricaste,
Com tanto júbilo, tanto ostracismo,
Da rosa deste mundo que arrancaste.

Não floresceu o apogeu do amanhã:
Gaivotas voltaram sem esperanças.
E na aurora descriada e anciã
Brotaram as sementes sem heranças.

Sai Febo em seu rasgado dominó,
Feito da sua própria e inútil pele,
Arrastando ossos, desatando o nó:
Fissura na alma que nunca foi dele.





Pictures by Willian Blake

ACESSE:

Google books:

A Rosa do Fim do Mundo:

http://books.google.com/books?id=YuRRtDqO6gAC&printsec=frontcover&dq=a+rosa+do+fim+do+mundo&cd=1#v=onepage&q=&f=false

http://24.233.183.33/cont/login/Index_Piloto.jsp?ID=bv24x7br


Biblioteca 24X7
Poesia : A rosa do fim do Mundo